Somos quase 190 milhões de habitantes, muitas vezes indo pro brejo com vaca e tudo. Tidos como cordiais, nem o somos tanto assim.Por provável herança da colonização, quando o Estado era fora daqui, no literal além-mar, ele ainda é visto, hoje,185 anos depois da independência de Portugal, como algo à parte da nossa existência, como o "outro", o adversário, aquele a quem se deve burlar de todas as maneiras e formas,sem, nunca - talvez por o Estado brasileiro ter mantido até hoje seu cerne original de colonizador e senhor- pensar ou lembrar que este Estado somos nós, nos pertence,mas que o espaço público não é seu, no sentido de ser de um só, mas é de todos.Não adianta apenas eleger fulano ou sicrana e sentar em casa, esperando que o outro faça, delegando ao próximo o seu dever. O dever dos deputados e senadores, e vereadores, e governadores,ministros e o Presidente da República é um, diante das atribuições inerentes ao Poder Executivo e ao Poder Legislativo.O do cidadão não tem prazo de validade,é moto-contínuo.
Aqui, somos alguns (e esperamos que sejamos sempre mais),buscando trazer a público, para denúncia, reflexão e interação, alguns dos pontos mal tratados pelo Estado e pela sociedade brasileira, em que cidadãos são tratados com dois pesos e duas medidas por terem saído fora do "formato" físico e de orientação sexual estabelecido. Iguais no pagamento de taxas e tributos, e discriminados no direito do retorno dado pelo Estado a estes mesmos tributos e taxas.Como acontecia no Brasil Colônia, em que Portugal fazia a derrama, sangrando o dinheiro da população, mas não se tinha direito nenhum, só deveres.
TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS - como pregou campanha anti-discriminação racial, na Europa, em 1996.
 
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