02.02.2010 - 08:30 · deixe seu comentário · ler comentários (0)
Fredy GS Flickr 2008

STF
Mendes também fez um balanço das ações do STF em 2009. O ministro destacou a aprovação de 11 súmulas vinculantes e a redução de cerca de 40% no número de processos distribuídos nos últimos dois anos. Entre os julgamentos de grande repercussão no ano passado, estão a demarcação de terras da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, o monopólio dos Correios e a revogação da Lei de Imprensa, por exemplo.
O presidente do STF ainda foi questionado sobre a possibilidade de novas discussões entre os magistrados que compõem a corte tomarem o plenário. “Todos nós aprendemos, mas eu não posso garantir desde logo que não haverá debates, discussão ou escaramuça, porque isso faz parte da vitalidade da corte”, respondeu.
No ano passado, o próprio Gilmar Mendes se envolveu em debate com o colega Joaquim Barbosa. Na ocasião, os dois protagonizaram um bate-boca. Barbosa chegou a dizer que o presidente do Supremo estava “destruindo a credibilidade da Justiça brasileira”. O embate pôs fim à sessão e instalou uma crise na mais alta corte do país.
Quando enfrenta o desafio de analisar controvérsias que dividem a sociedade, esse tribunal se coloca corajosamente em condições de vanguarda”
Gilmar Mendes, presidente do STF
Pauta polêmica em 2010
Confira alguns dos temas controversos que serão debatidos no Supremo este ano:
# O STF irá se pronunciar sobre a chamada lei seca, que proíbe o motorista de dirigir sob efeito de bebidas alcoólicas e a venda de bebidas nas estradas;
# A Lei Antifumo editada pelo governo de São Paulo, que proíbe o consumo de cigarros em ambientes fechados ou protegidos por marquizes, também está na pauta. A norma veda, inclusive, a existência de fumódromos no estado;
# O STF também vai dizer se é constitucional ou não aplicar pena a quem praticou tortura durante o regime militar;
# Os ministros da Corte irão se pronunciar sobre a cota racial nas universidades públicas e sobre a reserva de vagas para
o programa ProUni, do governo federal;
# O debate sobre a aplicação do regime jurídico das uniões estáveis às uniões homoafetivas também está entre as prioridades do STF;
# O plenário do Supremo deve retomar as discussões sobre a possibilidade de interrupção de gravidez de fetos anencéfalos (sem cérebro);
# A Ação Direta de Inconstitucionalidade que trata da autorização da Câmara Legislativa do Distrito Federal para processar o governador também deverá ser julgada ainda neste primeiro semestre. Na ação, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, questiona trecho da Lei Orgânica do DF que só autoriza a abertura de ação contra o governador após o voto favorável de dois terços dos deputados distritais.
Não há comentários até o momento
^ topo | < voltar