09.06.2009 - 07:50 · deixe seu comentário · ler comentários (0)
Sérgio Vargas

Madeira ilegal para exportação. Anapu. PA
Segundo a revista, de 70% de toda a madeira comercializada no estado do Pará, maior vendedor de madeira amazônica no Brasil, tem origem ilegal. Essa madeira passa por um processo de “esquentamento” que funciona dentro de órgãos do governo.
Autoridades do Ministério Público Federal e do Ibama confirmam o esquema e apontam o envolvimento da Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
Ao lado de empresas fantasmas, de empresas que devem milhões em multas ambientais e de empresários que respondem por falsidade ideológica e escravidão de trabalhadores, grupos internacionais se beneficiam com o esquema. Entre os maiores, a dinamarquesa DLH Nordisk, o grupo europeu Kingfisher, das marcas Castorama e Brico Dépôt, e a norte-americana Lumber Liquidators, do milionário Tom Sullivan, patrocinador de programas como Dream Home, do canal Home and Garden Television, e Extreme Makeover: Home Edition, do canal People+Arts.
A revista também vai mostrar como funciona o mercado interno ligado à destruição da Amazônia, revelando quais empresas dos setores de madeira, carne e grãos tem vinculação ou estão implicadas na compra de produtos oriundos de empresas com problemas ambientais ou envolvidas em trabalho escravo. Dentre as organizações, gigantes como Tramontina, ADM, Marfrig, Quatro Marcos e Metalsider.
A apuração, que demorou nove meses, foi realizada por jornalistas do Observatório Social, da ONG Repórter Brasil e da Papel Social Comunicação. Essa pesquisa foi uma iniciativa do Fórum Amazônia Sustentável, do Movimento Nossa São Paulo e do Observatório Social.
Serviço Lançamento de Observatório Social em Revista, edição 15
Data: 10 de junho de 2009
Horário: 10h
Local: Auditório da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). Rua Libero Badaró, 158. Centro. São Paulo
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