ENTREVISTA COM MARIO FELIPE,QUE ENCABEÇA A DIRETORIA GLBT DA UNE
Diego Cotta* - Como surgiu a idéia de se criar uma diretoria GLBT no corpo institucional da UNE?
Mário Filipe - No Congresso da UNE de 2003 houve uma parada contra a homofobia no movimento estudantil. Daí se organizou o Primeiro Encontro Nacional Universitário de Diversidade Sexual, que esse ano terá sua quinta edição. Nesses encontros se formulou a necessidade da criação da diretoria GLBT da UNE, o que se concretizou no Congresso da UNE, de 2005
D.C. - Quais foram as dificuldades encontradas para se criar tal diretoria?
M.F. - Devido à realização de dois ENUDS´s antes do Congresso da UNE que criou a diretoria, houve pouca oposição declarada a essa criação , já que o termo virou algo politicamente correto. Porém, sabemos que ainda há muita dificuldade em incorporar a questão de maneira clara e real nas diversas atuações do movimento estudantil,
D.C. - Você teve apoio de alguma instituição?
M.F. - Desde o iníci,o tivemos apoio do movimento GLBT em geral, assim como de diversas correntes políticas do movimento estudantil e vários DCE´s.
D.C.- Como a diretoria GLBT é vista pelos demais integrantes da UNE?
M.F. - A UNE é uma entidade muito grande, com mais de 80 pessoas na diretoria, de diversos grupos diferentes. Assim, há tanto aqueles que elogiam e concordam com o trabalho , como aqueles que desconsideram.
D.C. - Criou-se um espaço GLBT - "Espaço Logun-Edè" - na 5ª Bienal de Arte, Ciência e Cultura da UNE, ocorrida no final de janeiro e início de fevereiro de 2007. Como foi a participação dos estudantes no espaço?
M.F. - O espaço foi muito rico, contamos diretamente com a Parthenon (núcleo GLBT da UFRJ), e indiretamente com o apoio do núcleos universitários GLBT do Espírito Santo, Bahia e Tocantins. A avaliação final é que o espaço foi um sucesso, algo inédito e surpreendente, muito além do que esperávamos. Foi ganhando adesão e alta participação ao longo da semana da Bienal.
D.C. – E quais foram as conseqüências desta participação?
M.F. – Hoje, temos a perspectiva de ampliação de criação de núcleos em vários outros estados, assim como a ampliação da participação no próximo ENUDS
D.C. - Quais são as metas dessa diretoria daqui pra frente?
M.F. - Ainda temos trabalhos para desenvolver em alguns estados, com a criação de núcleos , como Pará, Ceará, Alagoas e Rio Grande do Sul. Consequentemente, termos uma grande intervenção no Congresso da UNE, em julho desse ano.
* Diego Cotta é estudante de Comuniação colaborador do site e coordenador da Semana da Diversidade Sexual, da UFRJ
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